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8- Pesquisas

Os novos avanços científicos da acupuntura
por Alex Botsaris

Acupuntura, essa milenar arte chinesa de tratar utilizando agulhas em locais específicos da pele, vem sendo cada vez mais investigada pela ciência. Sempre intrigou os cientistas como a acupuntura poderia agir de forma eficiente em problemas tão diferentes de saúde. Alguns resultados pareciam quase mágicos, em especial no tratamento de dor crônica, onde a acupuntura consegue resultados quando todos outros métodos da medicina já haviam falhado. Também é intrigante as respostas de pacientes com seqüelas neurológicas. As pesquisas recentes vêm agora revelando como isso acontece.

Foi descoberto que a acupuntura estimula uma capacidade das células nervosas chamada de neuroplasticidade que permite que novas conexões se formem entre elas. Com essas novas conexões formam-se também novos circuitos nervosos que podem conduzir estímulos que antes estavam bloqueados. A neuroplasticidade ocorre naturalmente e faz parte do processo de recuperação que qualquer pessoa com seqüela neurológica experimenta. A vantagem é que a acupuntura aumenta de forma significativa essa capacidade das células nervosas de estabelecerem novos contatos, e com isso a recuperação dos problemas neurológicos é maior e mais rápida.

Nos pacientes com dor crônica, foi descoberto que há uma correlação entre a extensão da área do cérebro que é estimulada quando o paciente sente dor, e a intensidade e sofrimento causados pela dor. A acupuntura atuamodulando essa tendência à expansão da área cerebral estimulada pela dor, que diminui, e com ela os sintomas e o sofrimento do paciente. Esse efeito neuromodulador da acupuntura pode ainda explicar ainda outras das suas ações como a de reduzir a ansiedade e melhorar a qualidade do sono. Isso explica porque o efeito analgésico da acupuntura pode ser permanente e com isso livrar do sofrimento os portadores de dor crônica.

Acupuntura restaura funcionamento do cérebro e corta o estresse

Ainda no cérebro a acupuntura inibe a liberação de um neurotransmissor chamado substância 'P', que atua como um potente mediador da reação de estresse. Inibindo essa substância, e aumentando a liberação de endorfinas a acupuntura restaura o funcionamento normal do cérebro e corta o estresse do dia-a-dia, sendo uma excelente opção para esse problema tão comum nos dias de hoje. Mas as ações da acupuntura no estresse não se limitam a isso. Ela também causa um relaxamento periférico na musculatura aliviando o quadro de tensão muscular que acompanha o estresse mental. Cientistas descobriram que isso acontece por um mecanismo chamado arco reflexo - é um caminho que o estímulo nervoso faz, indo pela via sensitiva e voltando pela motora - , através de um inibição dos neurônios motores do *cornoanterior da medula.

Acupuntura estimula o sistema imunológico

Foi também descrito o mecanismo pelo qual a acupuntura influencia o sistema imunológico. Ela atua em proteínas chamadas conexinas que existem na membrana de muitas células, inclusive as de defesa, estimulando-as em suas funções. Foi demonstrado em pacientes com câncer, recebendo quimioterapia e imunodeprimidos, que a acupuntura estimula a função das chamadas células 'T' auxiliares além de melhorar a capacidade de glóbulos brancos englobarem e destruírem bactérias. Um mecanismo semelhante explica os efeitos da acupuntura na asma e na alergia. O estímulo de células 'T' aumenta a formação de anticorpos do tipo IgG, e como conseqüência uma redução dos do tipo IgE, que causam as reações alérgicas.

Outros estudos ainda mostraram que a acupuntura aumenta estímulos específicos através do nervo vago, que restauram os movimentos normais do intestino chamado de movimentos peristálticos. Esse é um dos mecanismos que explicam a ação da acupuntura em problemas digestivos crônicos, como prisão de ventre e sindrome do cólon irritável. A ciência estás demonstrando que a acupuntura possui mecanismos de ação mais complexos e variados do que se supunha inicialmente. Espera-se que com os avanços da pesquisa científica possamos aumentar a eficiência da acupuntura.

*Corno anterior da medula: no meio da medula existe uma parte chamada substância cinzenta onde ficam as células nervosas. Essa substâcia faz duas reentrâncias sobre a parte externa chamada de substância branca, onde ficam os prolongamentos das células, que depois formam os nervos. Cada reentrância é chamada de corno, uma fica na parte de traz da medula (corno posterior) onde estão as células sensitivas, e outro fica na parte da frente (corno anterior) onde ficam as células motoras.


Sete refrigerantes têm substância cancerígena, revela pesquisa
Fonte: Publicidade. Fátima Mantovani. Folha de São Paulo

Em uma pesquisa com 24 refrigerantes, a Pro Teste-Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, verificou que setecontinham benzeno, substância potencialmente cancerígena. O benzeno surge da reação do ácido benzoico com a vitamina C. Como não há regra para a quantidade do composto em refrigerantes, usou-se o limite para água potável: 5 microgramas por litro.

Os casos mais preocupantes foram o da Sukita Zero, que tinha 20 microgramas, e o da Fanta Light, com 7,5 microgramas. Os outros cinco produtos estavam abaixo desse limite. São eles: Dolly Guaraná, Dolly Guaraná Diet, Fanta Laranja, Sprite Zero e Sukita. Fernanda Ribeiro, técnica da Pro Teste, diz que "é difícil estudar a relação direta entre o benzeno e o câncer em humanos, mas já se sabe que a substância tem alto potencial carcinogênico e que, se consumida regularmente, pode favorecer tumores.Segundo a OMS-Organização Mundial da Saúde, não há limite seguro para ingestão dessa substância", diz.

A química Arline Abel Arcuri, pesquisadora da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho), e integrante da Comissão Nacional Permanente do Benzeno, diz que o composto vem sendo relacionado especialmente a leucemias e, mais recentemente, também ao linfoma. O fato de entrar em contato com o benzeno não significa necessariamente que a pessoa vá ter câncer --há organismos mais e menos suscetíveis. "Mas não somos um tubo de ensaio para saber se resistimos ou não, e não há limites seguros de tolerância. O ideal, então, é não consumir", diz Arcuri.

O benzeno está presente no ambiente, decorrente principalmente da fumaça do cigarro e da queima de combustível. Na indústria, é matéria-prima de produtos como detergente, borracha sintética e náilon. Nesse caso, não contamina o consumidor por se transformar em outros compostos. A principal preocupação é proteger o trabalhador da indústria. O efeito do benzeno é lento, mas, quanto maior o tempo de exposição e a quantidade do composto, maior a probabilidade de desenvolver o tumor.

A pesquisa da Pro Teste encontrou, ainda, adoçantes na versão tradicional do Grapette, não informados no rótulo. O problema é maior no caso de crianças, que devem ingerir menos adoçantes. Foram reprovados outros seis produtos ((Fanta Laranja, Fanta Laranja Light, Grapette, Grapette Diet, Sukita e Sukita Zero), que tinham os corantes amarelo crepúsculo --que, segundo estudos, favorece a hiperatividade infantil-- e amarelo tartrazina --com alto potencial alergênico.

"O amarelo crepúsculo já foi proibido na Europa. E muitas crianças têm alergia a alguns alimentos e, depois, descobre-se que o problema é o amarelo tartrazina", diz Ribeiro. Os corantes são aprovados no Brasil, mas, para a Pro Teste, as empresas deveriam substituí-los por outros que não sejam problemáticos, assim como no caso do ácido benzoico. "É um problema fácil de ser resolvido", concluiu Ribeiro.

Outro lado

A Coca-Cola, responsável pela Fanta, afirmou, em nota, que cumpre a lei e que os corantes de bebidas são descritos no rótulo. Afirma, ainda, que o benzeno está presente em alimentos e bebidas em níveis muito baixos. A AmBev, que fabrica a Sukita, informou que trabalha "sob os mais rígidos padrões de qualidade e em total atendimento à legislação brasileira". Cláudio Rodrigues, gerente-geral da Refrigerantes Pakera, que fabrica o Grapette, diz que a bebida tradicional pode ter sido contaminada por adoçantes porque as duas versões são feitas na mesma máquina. "Os tanques são lavados, mas pode ter ficado resíduo de adoçante no lote testado".


É possível sair de depressão sem tomar medicamentos?
por Joel Rennó Jr.

Resposta: As pessoas usam o termo depressão com vários sentidos. Temos que ter muito cuidado com tais definições.
"Quando o diagnóstico de "depressão maior" é bem realizado, o uso de antidepressivos é fundamental. A psicoterapia interpessoal, comportamental e cognitiva, entre outras, também é importante" Depressão para as pessoas leigas pode significar um sentimento temporário de tristeza ou luto, reativo a alguma perda afetiva ou financeira, frustração, desilusão, doença, incapacitação ou baixa auto-estima.

Muitas pessoas (até bem intencionadas) falam que tiveram depressão e se julgam no direito de dar orientações, sem estarem preparadas para isso. Falam que simples medidas podem eliminar a depressão, como se a depressão fosse igual para todos. Será que realmente tiveram a doença depressiva na sua essência, bem diagnosticada pelo psiquiatra?

Portanto, em primeiro lugar, precisamos saber se a depressão a que todos se referem é a doença ou transtorno mental conhecido como "depressão maior" diagnosticado pelo especialista que é o psiquiatra.

Na doença depressiva ("episódio depressivo maior") há sintomas como tristeza, desânimo, humor deprimido, anedonia (perda de prazer ou interesse por atividades cotidianas), pensamentos negativos (morte, culpa, ruína, menos valia), diminuição da atenção/concentração com prejuízos de memória, lentificação psicomotora ou até, pelo contrário, agitação, além das alterações do sono e apetite. Tais sintomas têm que estar presentes por pelo menos duas semanas, na maior parte dos dias, causando grande sofrimento e incapacitação.

Quando o diagnóstico de depressão maior é bem realizado, o uso de antidepressivos é fundamental. A psicoterapia interpessoal, comportamental e cognitiva, entre outras, também é importante. Práticas complementares de atividades físicas, atividades de lazer, yoga, meditação e até acupuntura (de acordo com o interesse de cada indivíduo) ajudam, porém, nos casos mais leves.

Indico tais atividades complementares aos meus pacientes, porém, não podemos deixar de fornecer também os recursos médicos com comprovações científicas. Muitos quadros de depressão são subtratados, havendo persistência de sintomas residuais - principal fator de recorrências ou cronificação da doença depressiva; isso pode se tornar muito sério.

Cabe lembrar que a depressão é uma doença com componentes biológicos, psicológicos e sociais. É complexa e heterogênea, completamente diferente entre os diferentes indivíduos, com níveis de gravidade variáveis. Não há fórmulas mágicas ou verdades absolutas.


Neurocientista brasileiro mostra que estímulo elétrico na medula espinhal pode minorar os sintomas da doença; trabalho é capa da revista Science
Marcos Pivetta - Edição Online - 19/03/2009
fonte:http://www.revistapesquisa.fapesp.br/index.php?art=5461&bd=2&pg=1&lg=

Pesquisa FAPESP

Uma forma semi-invasiva, eficaz e inesperada de tratar o principal sintoma da doença de Parkinson pode ter sido descoberta pela equipe do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, da Universidade Duke (EUA) e fundador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS). Por meio de pequenos eletrodos instalados num ponto da medula espinhal de ratos e camundongos que apresentavam distúrbios de movimento análogos aos enfrentados pelas pessoas com a doença, os cientistas estimularam eletricamente a coluna dorsal dos animais e, dessa forma, restituíram-lhes a capacidade normal de locomoção. "Os roedores responderam à estimulação elétrica de forma quase instantânea", diz Nicolelis, em entrevista a Pesquisa FAPESP Online. "O procedimento cirúrgico dura apenas 20 minutos e é seguro. É só abrir a pele e colocar os eletrodos na superfície da medula espinhal." Trata-se da primeira candidata a terapia contra Parkinson que atua não sobre o cérebro, onde a doença se origina devido à morte ou mau funcionamento dos neurônios que produzem o neurotransmissor dopamina, imprescindível ao pleno controle dos movimentos, mas sobre outro ponto do sistema nervoso. Os promissores resultados do estudo com roedores foram relatados num artigo de capa da Science, uma das revistas científicas de maior prestígio internacional, que circula amanhã (20/3).
Nicolelis acredita que a nova abordagem poderá ser uma boa alternativa à chamada estimulação profunda do cérebro (em inglês, deep brain stimulation ou simplesmente DBS), uma cirurgia altamente invasiva na qual se instala uma espécie de marcapasso em regiões do cérebro para minorar os distúrbios de locomoção em indivíduos com Parkinson mais avançado, não mais sensíveis ao uso de drogas destinadas a repor a produção de dopamina. "A DBS é uma cirurgia com um certo risco e que só pode beneficiar uma parcela dos pacientes, os casos mais graves", comenta o neurocientista. "Nosso procedimento é mais simples e poderia ser útil para pessoas em qualquer estágio da doença." Estudos com dois tipos de primatas, saguis no instituto de Natal e macacos rhesus na Universidade Duke, serão iniciados em breve. Se os testes com primatas também confirmarem os benefícios quase imediatos da nova abordagem, a equipe de Nicolelis esperar iniciar os estudos clínicos com seres humanos daqui um ano.
A heterodoxa abordagem proposta pela equipe chefiada pelo brasileiro sugere que é possível explorar as múltiplas conexões existentes entre o sistema nervoso central e o sistema nervoso periférico na busca por tratamentos mais seguros e eficientes contra algumas doenças neurológicas. Ou seja, pode-se atuar numa ponta da circuitaria nervosa - no caso, a medula espinhal - e produzir resultados em outra região do sistema (o cérebro). Por essa lógica, não é necessário interferir forçosamente na área do sistema onde se origina o problema neuronal. Talvez seja possível combater a desordem neuronal acessando outra via da circuitaria nervosa, como parece demonstrar o experimento com os roedores parkinsonianos.

A idéia de testar a estimulação elétrica na medula espinhal contra Parkinson surgiu depois que Nicolelis observou, há alguns anos, que o procedimento aliviava as crises de epilepsia. Em certa medida, a situação do paciente com Parkinson avançado pode ser comparada à de uma pessoa com epilepsia permanente, diz o neurocientita. Em ambos os casos, os neurônios motores disparam sinais de forma sincronizada, criando uma disfunção elétrica que dificulta o controle dos movimentos. Na elipsia, a sincronia de disparos é ocasional, ocorre nos momentos de crise. No Parkinson, ela é perene e sua gravidade tende a aumentar com o tempo. A estimulação elétrica de fibras nervosas da medula espinhal parece quebrar esse ritmo de disparo, restabelecendo uma saudável dissincronia na atividade elétrica dos neurônios. Dessa forma, o cérebro aparentemente se torna novamente senhor das faculdades motoras. "Fizemos uma conexão entre duas áreas de estudo, epilepsia e Parkinson, que ninguém fez", diz o neurocientista chileno Romulo Fuentes, outro autor do estudo com os roedores publicado na Science.

Os experimentos com camundongos e ratos foram feitos por Fuentes, hoje concluindo o pós-doutorado na Universidade Duke e de mudança prevista até o final do ano para Natal, onde vai dar aulas na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e continuar suas pesquisas no instituto de neurociências ali instalado. Depois que causava nos animais um estado semelhante ao Parkinson avançado, caracterizado pelo enrijecimento muscular e dificuldade de locomoção devido à diminuição na produção de dopamina, Fuentes observava os efeitos da baixa estimulação elétrica na medula espinhal dos bichos. O dispositivo com os eletrodos é do tamanho de uma unha, fino como se fosse uma folha de papel, só que feito de metal. Nos testes, a estimulação elétrica na frequência de 300 Hertz, associada a pequenas doses de drogas que induzem a produção de dopamina, deu os melhores resultados. "O procedimento na medula espinhal permite que o paciente use dosagens muito menores dessas drogas para minorar os sintomas da doença", comenta Nicolelis. "Dessa forma, ele deverá demorar muito mais tempo para adquirir resistência à ação dos remédios." Os efeitos da terapia são praticamente instantâneos. Assim que o estímulo elétrico é aplicado, os roedores retomam os seus movimentos.


Magnetismo contra a depressão
Técnica experimental mostra-se eficiente para tratar distúrbios psiquiátricos severos

Fonte: http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=3134&bd=1&pg=1&lg=
Pesquisa FAPESP - © Miguel Boyayan
Ricardo Zorzetto. Revista Fapesp. Edição Impressa 131 - Janeiro 2007

Aplicação: bobina dispara corrente elétrica de intensidade alta por milissegundos

Ana Paula custa a se lembrar da última vez em que viu a mãe sorrir. Desde que sofreu sua primeira crise de depressão há quase 20 anos, Maria passa os dias triste, deitada no sofá remoendo pensamentos que brotam de um mundo sempre cinza. Já experimentou todos os tipos de antidepressivos conhecidos, mas nenhum foi capaz de pôr fim à apatia que ainda hoje a acompanha e a fez abandonar o trabalho na empresa da família na Região Metropolitana de São Paulo. Úteis na maioria das vezes, os remédios, no caso de Maria, no máximo adiavam a próxima recaída.

Na última, há seis meses, os médicos tiveram de recorrer à aplicação de descargas elétricas no cérebro do paciente sob anestesia geral, a eletroconvulsoterapia, mais conhecida como eletrochoque – tratamento considerado como um dos mais eficazes para os casos mais graves, ainda que estigmatizado por já ter sido aplicado de modo cruel e usado até mesmo como técnica de tortura contra presos. Esse tratamento pode ajudar a restabelecer o funcionamento normal das células nervosas, ainda que geralmente cause uma perda de memória passageira, que pode durar de alguns dias até meses.

Como nem as descargas elétricas funcionaram, em novembro Maria iniciou no Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq/USP) uma terapia contra a depressão que nos últimos anos vem despertando o interesse de psiquiatras e neurologistas do mundo todo: a estimulação magnética transcraniana repetitiva (EMTr), uma seqüência de pulsos magnéticos intensos capazes de estimular ou inibir a atividade do tecido nervoso. Até bem pouco tempo atrás restrita exclusivamente a experimentos científicos, a EMTr parece produzir os mesmos efeitos que a eletroconvulsoterapia no tratamento da depressão: reajusta o funcionamento de determinadas regiões do sistema nervoso central, mas com menos efeitos indesejados. O Instituto de Psiquiatria da USP liberou o uso da EMTr para o tratamento da depressão em outubro de 2006, após a equipe do psiquiatra Marco Antonio Marcolin testá-la experimentalmente por quase seis anos contra a depressão e também no tratamento de dores crônicas, de algumas formas de alucinação comuns na esquizofrenia e na recuperação do acidente vascular cerebral.

Atualmente o instituto analisa como pedir a inclusão da EMTr na lista de procedimentos pagos pelo Sistema Único de Saúde para tratar a depressão, a fim de oferecê-la gratuitamente a um maior número de pessoas. Aprovada para essa finalidade apenas no Canadá, na Austrália, na Nova Zelândia, em Israel e em alguns países da Europa, essa terapia ainda é cara: custa R$ 300 cada uma das 20 aplicações necessárias para o tratamento agudo da depressão, problema que uma em cada dez pessoas pode apresentar ao longo da vida.

Em geral é feita uma sessão por dia durante um mês. Quinze dias após o início do tratamento, Ana Paula já notava os primeiros sinais de recuperação da mãe. A dose do antidepressivo que Maria ainda toma baixou para um quarto da inicial e a equipe de Marcolin começava a retirar o sedativo que ela usava para dormir. A aplicação é realmente tranqüila. Na manhã de 6 de dezembro, em uma pequena sala no primeiro andar do instituto, a psiquiatra Maria do Carmo Sartorelli aproxima uma bobina em forma de 8, do tamanho de uma mão espalmada, do lado esquerdo da cabeça de Maria, sentada em uma cadeira reclinada. Em seguida ouve-se uma série de estalos rápidos durante dez segundos. Seguem-se 20 segundos de silêncio e dispara-se uma nova seqüência de pulsos, repetida mais 23 vezes. “Minha mãe sai das aplicações conversando, e não calada como antes”, diz Ana Paula. “Fiquei surpresa com a mudança de humor.”

A cada estalo, uma corrente elétrica de alguns milissegundos e intensidade altíssima (até 5 mil amperes) passa pela bobina. A rápida seqüência de liga-desliga produz flutuações em um campo magnético que atravessa o crânio e gera uma corrente elétrica de baixíssima intensidade em uma área específica do córtex, a camada mais externa do cérebro. Apesar de baixa, essa corrente elétrica é suficiente para disparar a transmissão do impulso nervoso de uma célula a outra, explica o físico Oswaldo Baffa Filho, da USP em Ribeirão Preto, que faz pesquisas nessa área.

Reprogramando neurônios - Tanto a EMTr como o eletrochoque funcionam com base no mesmo princípio físico – a passagem de corrente elétrica pelo encéfalo, o conjunto de estruturas do sistema nervoso central que inclui o cérebro. Mas há também diferenças importantes entre esses dois recursos. As principais são a intensidade e a abrangência da corrente elétrica aplicada ao sistema nervoso central. Enquanto a EMTr gera correntes de uns poucos miliamperes em uma área restrita do cérebro, a eletroconvulsoterapia produz correntes cerca de mil vezes mais altas, de até 2 amperes, que atravessam todo o encéfalo e originam convulsões semelhantes às observadas na epilepsia – o paciente não sente as convulsões nem se lembra delas porque passa o tempo todo anestesiado. Independentemente da técnica usada, acredita-se que essa passagem de corrente elétrica reprograme alguns genes das células nervosas, fazendo-as retomar o funcionamento adequado, assim como os medicamentos antidepressivos.

No tratamento da depressão o alvo da EMTr é uma região do cérebro localizada no lado esquerdo da cabeça, ao lado da testa e acima dos olhos. Ali fica o chamado córtex pré-frontal dorso lateral, uma região do tamanho de uma moeda de dez centavos associada à memória de curto prazo, ao raciocínio lógico e à avaliação de metas que se deseja atingir. Em geral, essa região encontra-se menos ativa nos portadores de depressão do que nas demais pessoas, independentemente da origem do problema – seja a depressão decorrente de fatores genéticos, hormonais ou ambientais.


Infecções pela levedura Candida albicans
Fonte: Candida - Uma doença do Século XX, Shirley S. Lorenzani, 1986, tradução e impresão no Brasil 1989.

A orientadora no mestrado, “Papa” em Candida me emprestou o livro de fonte do texto a seguir. Achei bárbaro, pois explica de uma forma simples e didática como perdemos nossa saúde com essa levedura. Resumi as partes que achei importante divulgar. Leia com atenção.
De todas as cepas de fungos que estabeleceram seus lares nos seres humanos a mais prolífica é a Candida albicans. Sua residência favorita é no trato gastrointestinal, da boca ao reto, pela superfície da pele, o trato geniturinário e órgãos genitais femininos. Faz parte de nossa microbiota natural. Virtualmente somos todos parceiros. É surpreendente como uma pessoa se protege contra o excesso de população desse microrganismo. A própria secura da pele é a proteção. Temos sistemas internos sofisticados como nossas células sanguíneas especializadas em engolfar os organismos invasores e manter o equilíbrio ecológico. Não faz muito tempo as células do sangue são chamadas de B e T, e os órgãos linfáticos: baço, timo e gânglios eram definidos como parte do sistema imune. Hoje os cientistas já consideram outros fatores importantes para o sistema imune como a digestão e absorção de nutrientes essenciais. Dentes, gengivas, esôfago, intestinos, pâncreas, fígado e glândulas salivares, todos executam papéis vitais no processo do alimento. Tudo pode ser usado para reparar e dar força a todos os participantes do sistema.
Aftas ou manchas brancas na boca e garganta em pessoas imunudeprimidas e doentes são infecções por Candida. Candida no nenê, coceiras, ardência, feridas ou mesmo úlceras podem ocorrer na superfície da vagina, também no reto externo como interno, chamado de síndrome do abdômen irritado”. Os pacientes conhecem por constipação e/ou diarréia, inchaço ou barulhos estranhos no abdômen. A constipação crônica acaba causando hemorróidas. Muitos problemas digestivos podem ser resultado direto por infecções fúngicas. Colônias no esôfago provocam azia, ardência e dores, essa situação é a chamada “hérnia de hiato”. Essas leveduras podem se movimentar no corpo humano para qualquer lugar se o nosso sistema imune estiver debilitado. Estudos revelaram que esse fungo está presente em quase todos os problemas de pulmões. A candidiase bronquial é uma forma de bronquite crônica. As toxinas liberadas pelos fungos tornariam o aparelho respiratório extremamente sensível? Os problemas respiratórios usualmente vistos como alergias, poderiam ser resultados da infecção por fungos? Todos os sintomas clássicos de alergia são comuns na candidiase; espirros, defluxo nasal, dificuldades respiratórias, tosse e asma. As mucosas do trato respiratório, do nariz aos pulmões, podem ficar irritadas pela exposição contínua ao fungo ou suas toxinas. A irritação pode levar à infecção por outros organismos - virais ou bacterianos. Então o rótulo muda de candidiase para sinusite, bronquite, inflamação da garganta, resfriado, pneumonia. Quantas infecções persistentes do trato urinário podem ser uma infecção de fungos? O aparelho urinário é o paraíso para Candida. Quando ocorre infestação na uretra, resulta na ardência e micção freqüente. Essa levedura também pode proliferar nas válvulas e artérias do coração, tecido cerebral. Suas toxinas entram na corrente sanguínea e atingem todos os tecidos que o recebem. O que quer dizer todos os lugares. A variedade dos sintomas e a desaparecimento destes ocorrem quando se adota um programa de saúde.
O cérebro, complexo em seus circuitos de neurotransmissores e receptores químicos, parece ser dramaticamente afetado pela candidiase, com perda de memória, alterações de humor e incapacidade de se concentrar. Tontura, clareza nas idéias, desorientação, depressão, frustração e ansiedade. Os sentidos podem também mudar, pode-se sentir um gosto metálico ou salgado, a visão ficar embaçada e desenvolver a cegueira noturna. Perda da audição, zumbido. Desordem hormonal e alterações bioquímicas. As toxinas afetam também o ambiente ao redor das articulações, sintomas chamados de artrites. Quando a candidiase desaparece, o mesmo ocorre com as alergias atmosféricas e de contato com pele, como a de perfumes, fumaças, emissões químicas, roupas e carpetes. Os cientistas acham que os detritos das células dos fungos e outras substâncias produzidas pela Candida (exoenzimas) são como toxinas para o corpo humano. Cerca de 80 toxinas diferentes geradas pelos fungos já foram identificadas. Outros ataques dessa levedura incluem dores de cabeça, fadiga, acne, urticária, psoríase, eczema, dores musculares, hipoglicemia, hipotiroidismo e diversas perturbações endócrinas. Uma molécula considerada toxina da candidiase é o acetaldeído. Esta substancia pode intoxicar as células do corpo humano.

Causas da candidiase
Esses fungos são incapazes de causar qualquer tipo de doença em uma pessoa saudável. Para se padecer dessa infecção é preciso que o ser humano sofra de estresse continuamente, má alimentação, circulação inadequada, toxinas ambientais, drogas para o estresse, doenças, depressão, em outras palavras forma-se um ciclo que enfraquece o sistema imune e leva a uma infecção fúngica.
Dieta
Antigamente comer raramente causava estresse. A maioria dos habitantes do planeta comia alimento de origem vegetal cultivado na sua própria região, proteína e frutas da estação. Não se colocavam conservantes, corantes, acidulantes e outros destes ingredientes. Os açucares e outros adoçantes refinados eram muito caros para o cidadão médio comer diariamente, de modo que sobremesas não era parte normal das refeições. Eram só para os dias de festa. Não ocorriam todas as noites na frente de um aparelho de televisão. Vários cientistas dentistas nos anos 30 perceberam que o consumo de açúcar e doces fazia com que o cálcio e o fósforo mudassem muito suas concentrações no organismo humano e eram prejudiciais à saúde. A ingestão de açúcar faz com que os neutrófilos (macrófagos) fiquem paralisados, assim os organismos infecciosos fazem a festa. A média americana de consumo por pessoa é de 60 Kg de a çúcar por ano. Essa levedura cresce e se multiplica rapidamente no alimento com todos os tipos de açúcar, inclusive o de frutas. Mesmo o suco de laranja recém espremido apresenta organismos de C. albicans. Os alimentos que ficaram armazenados têm probabilidade ainda maior de alojar colônias de fungos em geral. Alimentos com amido: batatas e arroz, por exemplo, oferecem perfeito ambiente para fungos. Depois do cozimento de grãos e batatas, os fungos podem sobreviver facilmente com o açúcar do amido. Por essa razão comer sobras de alimento com amido não é boa idéia. A comida preparada e guardada de um dia para outro pode ser fonte de fungos de diversas espécies. Quando requentada também perde várias vitaminas e nutrientes.
A C. albicans prefere doces e amidos, não gosta de gorduras e pouca utiliza as proteínas. A dieta americana é a preferida.

Diagnóstico
Aparelho digestivo: azia crônica, gastrite, colite, distensão do abdômen, gases, indigestão, arrotos, prisão de ventre, diarréia, prurido anais, hemorróidas, muco nas fezes.
Ouvido: infecções recorrentes, dores, surdez, fluído.
Pele: pruridos, erupções, psoríase, pele seca, escamação, acne.
Olhos: manchas na vista, ardência, lágrimas, visão errática, inflamações.
Boca e garganta: gengivas sensíveis ou sangrando, manchas brancas, boca seca, bolhas, urticária, mau hálito, tosse.
Aparelho muscular: dores, fraqueza, paralisia, dores, inchaço e rigidez nas juntas.
Nariz e sinus: congestão nasal, defluxo, pruridos.
Drogas que estimulam o crescimento de fungos
Quando apareceram os antibióticos foram saudados como milagrosos”. No caso de candidiase ele só prejudica seu tratamento e seu sistema imune, fazendo aumentar o crescimento dessas leveduras. Pense quantas vezes os médicos receitam antibióticos para dor de garganta ou tosse sem tomar uma cultura para identificação do micróbio que está causando o problema?
Como 80-90% destas infecções respiratórias são resultados de infecções virais, e não bacteriana, não há nada que um antibiótico possa fazer. Os antibióticos não matam vírus. O médico pode receitar nystatina ou outro antifungo, junto com o antibiótico. E ajuda muito evitar ou cortar os doces até restaurar a saúde.
As pílulas anticoncepcionais aparecem pouco depois dos antibióticos de amplo espectro. Acrescente grande consumo de açúcar em alimentos industrializados e temos os ingredientes de uma calamidade causada pela Candida. O teor de progesterona cria um ambiente perfeito na região vaginal para esses fungos.
Todas as drogas imunosupressoras irão levar seu corpo a ser uma fonte dos sintomas para os quais estes remédios muitas vezes são receitados. A reavaliação de qualquer remédio ajuda seu corpo a recuperar-se.


Celulite
Fonte: Dr. Victor Goldsmit - 1988

Celulite é uma alteração da forma e da fisiologia do tecido celular subcutâneo, que limita sua capacidade de cumprir com suas funções normais de transporte de alimentos e oxigênio para as células, também a eliminação de resíduos ou lixo celular. É retroalimentário, isto é, celulite produz mais celulite; o tecido fica mais delicado, métodos mais agressivos e a violência pode agravar o quadro, produzindo consequências físicas e emocionais. Existe tratamento. Não tem relação com obesidade. É típico da mulher. Entre as causas mais frequentes estão, a disposição congênita, má oxigenação do sangue, excesso de ingestão de toxinas (álcool, café, comidas não caseiras), deficit de órgãos depuradores(rins, vesícula, pulmões, pele, intestinos), desequilíbrios hormonais (ovários, hipófise, supra-renais, tireóide, distúrbios nervosos, produzidos por fatores psíquicos ou físicos. Todo distúrbio do indivíduo tem uma expressão corporal e outra psíquica. As anomalias emocionais, especialmente a ansiedade, angústia e a depressão, estão sempre presentes, em graus variáveis, em todo o processo celulítico.


Refrigerantes, fumo, drogas, estress, poluição, dormir mal, respiração deficiente, álcool, alimentos industrializados, agrotóxicos, açúcar, excesso de sal
Fonte:
Catharina Walzberg, Você pode ter saúde, basta querer;

Atenção se você quiser ter o funcionamento perfeito do seu organismo, com ossos forte, pele, unhas e cabelos saudáveis, o pH do seu sangue deve ficar entre 7,35-7,45; se subir a 8 estará muito alcalino, perigo ao corpo. Se acidificar a 6, estará ácido demais e também é risco ao organismo, pois o organismo para corrigir essa diferença de pH irá retirar os minerais dos tecidos, ossos, unhas, dentes, principalmente cálcio, magnésio e potássio; ao corrigir o pH sanguíneo, ocorrerá a desmineralização geral no corpo, porém a saúde começa a se comprometer e declinar.
Alguns sintomas de acidez: inflamação e retração das gengivas, aftas, unhas e cabelos quebradiços, pele seca, enrugada, tendência a erupções, prurido, eczemas, taquicardia, osteoporose. Se nada for feito para equlibrar o pH, o sangue tenta expurgar da corrente sanguínea, depositando-o nas articulações dos dedos, artelhos, ombros e joelhos. São minúsculos cristais que produzem inflamações, deformidades e dor (gota, artrite). Além disso ataca o tecido conjuntivo e a musculatura (dores, câimbras), irritam o sistema nervoso central produzindo ansiedade, depressão, fadiga crônica, insônia e falta de iniciativa, artérias e capilares acabam danificados, tornando-se incapazes de conduzir às células os nutrientes contidos no sangue; as mucosas da boca, nariz, garganta e olhos se enfraquecem, favorecendo as inflamações dolorosas (sinusite, rinite, amidalite, conjutivite) e os frequentes resfriados. As glândulas ficam deficientes e a vitalidade declina. Se você sofre com estes problemas reveja seu estilo de vida e compreenda a causa. Você poderá eliminar o excesso de ácido mais rapidamente por uma dieta de desintoxicação orgânica com dieta líquida, aplicação de tratamentos naturais, exercícios respiratórios e atividade física que produza transpiração. Atenção alimentos ácidos podem alcalinizar ou acidificar o sangue de uma pessoa, depende do metabolismo e caraterística pessoal; é preciso auxílio de um nutricionista naturalista para corrigir este desequilíbrio. A temperatura ambiental e corporal do indivíduo influencia grandemente o metabolismo ácido/básico, por isso, no inverno e no jantar é recomendado ingestão de alimentos ácidos, pois á tarde a temperatura corpórea é mais elevada.
Muito cuidado com excesso de refrigerantes, eles podem alterar o pH do sangue.

Leitura de Cérebro

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Mônica H Louvison

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Bióloga, Acupunturista e Massagista, há 14 anos e mestre em Reiki.