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Fonte: Bagavad-gita Como Ele é

A troca de corpo pela alma individual atômica é um fato aceito. Mesmo os cientistas modernos que não acreditam na existencia da alma, mas que também não podem explicar de onde vem a energia que brota do coração, devem aceitar as contínuas mudanças a que o corpo se submete, passando da infância à adolescênciaà fase adulta à velhice. Da velhice, a mudança se transfere a outro corpo.
A transferência de alma individual atômica para outro corpo torna-se possível pela graça da Superalma. A Superalma satisfaz o desejo da alma atômica como um amigo satisfaz o desejo de outro. Os Vedas, comparam a alma e a Superalma a dois pássaros amigos pousados na mesma árvore. Um dos pássaros (a alma individual atômica) está comendo um fruto da árvore, e o outro pássaro (Krsna) está apenas observando Seu Amigo. Entre estes dois pássaros - mesmo sendo eles iguais em qualidade - um está cativado pelos frutos da árvore material, enquanto o outro está apenas presenciando as atividades de Seu Amigo. Krsna é o pássaro testemunha, e Arjuna é o pássaro que come. Embora sejam amigos, um é o senhor e o outro, o servo. O fato de a alma atômica esquecer-se desta relação é a causa da sua mudança de posição de uma árvore para outra, ou de um corpo para outro. A alma Jiva está lutando mui arduamente na árvore do corpo material, mas logo que concorda em aceitar o outro pássaro como mestre espiritual supremo - tomando assim, a mesma atitude de Arjuna que se rendeu voluntariamente a Krsna para receber Suas instruções - o pássaro subordinado imediatamente livra-se de todas as lamentações.
Embora os 2 pássaros estejam na mesma árvore, o que como, sendo o desfrutador dos frutos da árvore, está mergulhado em completa ansiedade e melancolia. Mas se acontecer de ele se fixar-se no rosto de seu amigo, o Senhor, e conhecer suas glórias, imediatamente o pássaro aflito ficará livre de todas as ansiedades. Arjuna agora virou a face na direção de seu amigo eterno, Krsna, e assim ele passou a compreender as supremas glórias do Senhor e livrar-se da lamentação.
Os Mayavadis não podem explicar como a alma individual veio a existir simplesmente por ignorância e em consequência foi coberta pela energia ilusória. Nem jamais foi possível separar as almas individuais da Alma Suprema original; ao contrário, as almas individuais são eternamente partes separadas da Alma Suprema. Por serem eternamente almas individuais atômicas, elas são propensas a ficarem cobertas pela energia ilusória, afastando-se da companhia do Senhor Supremo, assim como centelhas do fogo, que apesar de terem a mesma qualidade do fogo, tendem a apagar-se quando fora do fogo. No Varah Purãna, as entidades vivas são descritas como partes integrantes do Supremo, de quem estão separadas. E segundo o bhagavad-gita, elas se mantêm nessa posição eternamente. Logo, mesmo após livrar-se da ilusão, o ser vivo permanesce uma entidade separada, como fica evidente nos ensinamentos que o Senhor transmite a Arjuna. Por intermédio do conhecimento que recebeu de Krsna, Arjuna se libertou, mas ele nunca se tornou uno com Krsna.
Todas essas qualificações da alma atômica são prova categórica de que a alma individual é eternamente uma partícula atômica do esírito total, e permanece eternamente o mesmo átomo imutável. É muito difícil conciliar a teoria do monismo com este conceito, porque nunca se espera que a alma individual se torne una homogeneamente. Após se libertar da contaminação material, a alma atômica talvez prefira continuar como centelha esperitual nos raios refulgentes da Suprema Personalidade de Deus, mas as almas inteligentes ingressam nos planetas espirituais para associar-se com a Personalidade de Deus.
Como se descreveu, a dimensão da alma é tão pequena para nosso cálculo material que ela não pode ser vista nem mesmo pelo mais poderoso microscópio; portanto, ela é invisível. Quanto à existencia da alma, ninguém  pode provar sua existência experimentalmente, além da saberdoria Védica. Temos de aceitar esta verdade, porque não há outra fonte que nos leve a entender a existência da alma, embora este fato seja de fácil percepção. Há muitas coisas que temos de aceitar baseados na autoridade superior. Baseada na autoridade de sua mãe, a pessoa não pode negar a existência de seu pai. Não há outro processo para alguém compreender a identidade do seu pai, exceto aceitando a autoridade da sua mãe. De modo semelhante, não há fonte para compreender a alma exceto pelo estudo dos Vedas. Em outras palavras, a alma é consciência e cosnciente - esta afirmação também é dos Vedas, e temos que aceitar isso. Ao contrário do que acontece ao corpo, a alma não muda. em sua condição eternamente imutável, a alma  permanece atômica em compraração com a Alma Suprema infinita. A Alma Suprema é infinita, e a alma atômica é infinitesimal. Portanto, a alma infinitesimal, sendo imutável, nunca pode se tornar igual à alma infinita, ou Suprema Personalidade de Deus. Este conceito é repetido nos Vedas de diferentes maneiras apenas para confirmar a estabilidade da concepção da alma. A repetição é necessária para que compreendamos o assunto por completo e sem erros.
Para aquele que nasce a morte é certa, e após a morte ele voltará a nascer. Protanto, no invevitável cumprimento de seu dever, você não deve se lamantar.
As atividade executadas em vida determinarão o próximo nascimento. Assim, após terminar um período de atividades, a pessoa morre, e em seguida nasce para recomeçar suas atividades. Ela assim vai passando por ciclos consecutivos de nascimentos e mortes, sem alcançar a liberação. Este ciclo de nascimentos e mortes não apóia a prática do momícido, massacre e guerra desnecessários. Mas ao mesmo tempo, a violência e a guerra são fatores inevitáveis para manter a lei e a ordem na sociedade humana.
Aceitando que existam duas classes de filósofos, uma que acredita na existência da alma e outra que não acredita; em nenhum caso justifica-se o fato de alguém ficar lamentando-se. Os que não acreditam na existência da alma são chamados de ateus pelos seguidores da filosofia védica. Mas mesmo que, à guisa do argumento, aceitemos esta teoria ateísta, continuaria não havendo motivo para lamentação.
Se aceitarmos a conclusão segundo a qual estes corpos materiais acabam perecendo no transcorrer do tempo, sendo que a alma é eterna, então devemos sempre lembrar-nos de que o corpo é como uma roupa, portanto, por que lamentar a mudança de uma roupa?

O corpo material não tem uma existência verdadeiramente relacionada com a alma eterna. É algo parecido com um sonho. Num sonho podemos pensar que voamos no céu, ou sentamo-nos numa quadriga como um rei, mas quando acordamos, podemos ver que não estamos nem no céu nem sentados na quadriga. A sabedoria védica encoraja a auto-realização, tomando-se como base a não-existência do corpo material. Logo, em qualquer dos casos, quer se acredite na existência da alma, não há motivo de lamentação pela perda do corpo.



Estou divulgando o audiolivro do Bhagavad Gita narrado em português

http://www.4shared.com/rar/WmILfy0l/Bhagavad_Gita_-_Narrado_em_por.html 

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Mônica H Louvison

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Bióloga, Acupunturista e Massagista, há 14 anos e mestre em Reiki.